Encontro promovido em parceria com a SEFAZ-CE reuniu associados para uma reflexão sobre saúde física e mental, discutindo os benefícios e os desafios do movimento wellness na sociedade contemporânea

A Associação dos Aposentados Fazendários Estaduais do Ceará (AAFEC) sediou, na manhã desta terça-feira (30/06), mais uma edição do Laboratório Social e Resiliência, projeto realizado em parceria com a Secretaria da Fazenda do Ceará (SEFAZ-CE) e voltado à promoção de debates sobre saúde, cidadania, bem-estar e transformação social. O encontro deste mês teve como tema "O Movimento Wellness e a Saúde na Contemporaneidade".


A abertura foi conduzida por Marluce, que apresentou a convidada da manhã, a psicóloga Ula Braga, participante por videochamada. A conversa reuniu a psicóloga, a psiquiatra convidada e os associados presentes para uma reflexão sobre a relação entre saúde física, saúde mental e os impactos do chamado movimento wellness na sociedade atual.



Durante a palestra, a psicóloga explicou que o movimento wellness surgiu nos Estados Unidos entre as décadas de 1960 e 1970, propondo um estilo de vida voltado à prevenção de doenças e à promoção da qualidade de vida. Ao longo dos anos, o conceito passou a abranger práticas como alimentação saudável, atividade física, meditação, suplementação e autocuidado, tornando-se também um segmento de grande relevância econômica.


Ao abordar o tema, a palestrante destacou tanto os benefícios quanto os desafios desse estilo de vida. Entre os pontos positivos, ressaltou o incentivo à adoção de hábitos saudáveis e ao cuidado com a saúde física e mental. Por outro lado, chamou atenção para questões como a pressão estética, a comercialização excessiva do bem-estar e a dificuldade de acesso a tratamentos e serviços de saúde de qualidade por grande parte da população.


Outro aspecto debatido foi a responsabilização individual pela busca do chamado "corpo perfeito". Segundo a psicóloga, muitas pessoas acabam sendo cobradas por não conseguirem atingir padrões estéticos elevados, o que pode gerar frustração, ansiedade e sofrimento emocional. Também foram discutidos temas atuais, como o uso das chamadas canetas emagrecedoras, os procedimentos estéticos e o movimento da positividade corporal.


Ao longo da manhã, os participantes puderam fazer perguntas e compartilhar experiências, enriquecendo o debate. Ao responder ao questionamento sobre o movimento wellness ser positivo ou negativo, a psicóloga destacou que o mais importante é buscar o equilíbrio.


"Entendam que eu sou a favor de tudo que pode nos proporcionar saúde — física, mental e social —, mas é importante refletirmos sobre o quanto isso nos ajuda e também sobre o quanto pode nos adoecer", afirmou.


Encerrando a palestra, Ula Braga reforçou que hábitos saudáveis devem ser construídos de acordo com a realidade e as necessidades de cada pessoa, sem cobranças excessivas ou comparações com padrões inalcançáveis. As associadas presentes também participaram da discussão, compartilhando vivências e contribuindo para um momento de diálogo, aprendizado e reflexão coletiva.