Mulheres em conexão: roda de conversa promove reflexões sobre feminilidade, luto e recomeços na AAFEC

A sede da AAFEC foi cenário de um encontro marcado pela escuta, partilha e profundidade. Na manhã do dia 31 de março, a roda de conversa “Mulheres em conexão” reuniu associadas para refletir sobre feminilidade e resiliência em um espaço inteiramente dedicado à presença, ao olhar e à troca verdadeira.

Conduzida por Dulce Anne Pitombeira de Lucena, a atividade teve início com um acolhimento caloroso, seguido de abertura feita pela presidente da AAFEC, Márcia Ximenes. Em sua fala, destacou a importância de espaços como esse, especialmente no contexto do mês das mulheres, reforçando o compromisso da Associação em permanecer como lugar de escuta e acolhimento.

A proposta central da roda partiu de uma dinâmica sensível e provocadora: frases comumente ditas entre mulheres foram distribuídas entre as participantes, convidando cada uma a refletir sobre o impacto dessas falas em suas próprias histórias. Ao serem lidas em voz alta, as frases abriram caminhos para questionamentos profundos e partilhas sinceras.

Temas como o direito de recomeçar após o luto, a liberdade de viver novas experiências e os desafios enfrentados diante de julgamentos sociais vieram à tona. Muitas das participantes, especialmente viúvas, compartilharam suas vivências com coragem e lucidez, revelando que, apesar da dor, escolher seguir em frente também é um ato de resistência.

A conversa também trouxe à luz um ponto delicado: a reprodução de pensamentos machistas entre as próprias mulheres, muitas vezes naturalizados em forma de comentários ou comportamentos. “Não é porque somos ruins, mas porque fomos ensinadas assim”, refletiu Dulce, ao conduzir o grupo para uma compreensão mais ampla sobre essas construções sociais.

Encerrando a manhã, ficou no ar uma pergunta essencial: que sociedade queremos construir a partir de agora? A resposta ecoou na responsabilidade coletiva de educar com mais afeto, respeito e humanidade.