Nesta quarta-feira (31), a AAFEC recebeu mais uma edição do evento Entre Cantos e Contos de Fortaleza, realizado na sede da associação, no centro da cidade. A programação teve como principal destaque as homenagens ao movimento da Jovem Guarda, incluindo também um tributo aos figurinos da época, com participantes trajando roupas inspiradas na moda dos anos 60 e 70. Nesta nova edição, a estética retrô esteve presente nos mínimos detalhes. Foi a primeira vez que o encontro prestou homenagem a um movimento cultural como um todo, o que proporcionou mais liberdade criativa aos associados e ampliou o repertório musical apresentado. Até mesmo artistas que não integram diretamente a Jovem Guarda, mas foram contemporâneos do movimento, ganharam espaço na celebração.

O evento foi conduzido integralmente pela vice-presidente da AAFEC, Wilca Hempel, que iniciou a manhã lendo um breve histórico da Jovem Guarda, explicando seu contexto social e a origem do nome. Por grande parte dos associados terem vivido essa época, o encontro adquiriu um caráter profundamente simbólico e nostálgico — como se os presentes reviverem sua juventude. Logo após a introdução, a associada Juanita Mota emocionou a plateia com sua bela interpretação de Diana, de Carlos Gonzaga. Em seguida, a turma de dança de Valterlan apresentou a coreografia de Banho de Lua, de Celly Campello, interpretada vocalmente por Marta Vieira, em uma performance que uniu dança e canto, encantando o público. As homenagens à artista paulista continuaram com a interpretação de Eveline para Biquíni de Bolinha Amarelinha.

Outras apresentações marcaram o evento, como as performances das associadas Elenilda e Elisete, que cantaram "Devolva-me", de Leno & Lilian, e "A Praça", de Ronnie Von, respectivamente. No entanto, um dos momentos mais surpreendentes da tarde foi a encenação de Mariana e Patrícia, vestidas como Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Juntas, elas interpretaram a icônica "Eu Sou Terrível", considerada um hino do rock brasileiro dos anos 60 — com direito a Mariana distribuir flores aos associados, recriando os emblemáticos gestos do Rei. Em seguida, Sandra cantou e dançou o clássico Prova de Fogo, de Wanderléa, vestindo um figurino inspirado na cantora mineira. Logo depois, a potente e envolvente performance de Garçom, de Reginaldo Rossi, interpretada por Bira, trouxe o início da transição para a segunda parte do evento, com a canção "Eu não sabia que você existia", de Leno e Lilian. Marcando a segunda parte do evento

Na fase mais livre do evento, voltada às interpretações espontâneas dos associados, Wilca apresentou sua versão de Ternura, de Roberto Carlos, destacando-se com sua voz singular e o carinho demonstrado pela música e pelo homenageado. Houve também um breve momento dedicado a citações de máximas, de Hélio Assunção, junto dele, o associado Airton Bandeira recitou uma poesia no salão. Encerrando com chave de ouro, a turma de percussão fez sua estreia, apresentando uma versão única e vibrante de Pavão Misterioso, clássico de Ednardo. A apresentação trouxe energia ao encerramento do evento, que terminou em um clima festivo e de celebração à arte.

