AAFEC trás Gonzaguinha para um entre cantos e contos sem vergonha de ser feliz
A sede da AAFEC realizou nesta quinta-feira (30), mais uma edição do Entre Cantos e Contos Fortaleza, o penúltimo encontro do ano. Como de costume, o evento aconteceu de forma híbrida, presencial e digital, com transmissão ao vivo pelo YouTube.
Nesta edição, a Galeria da Fama prestou homenagem ao cantor Gonzaguinha, filho de Luiz Gonzaga, além de contar com diversas apresentações de associados da AAFEC.
O evento foi conduzido por Wilca Hempel, vice-presidenta da Associação, com a participação da presidente Márcia Ximenes, que fez uma breve saudação inicial, deixando mensagens de boas-vindas e votos de uma excelente manhã aos participantes.
Em alusão ao Outubro Rosa, muitas associadas participaram vestindo roupas em tons de rosa, compondo uma homenagem singela e significativa à causa. Wilca apresentou uma breve biografia de Gonzaguinha, relembrando sua trajetória, as desavenças e reconciliação com o pai, as primeiras composições, a perseguição durante a ditadura, sua morte precoce e o legado deixado na música popular brasileira.
A Galeria da Fama iniciou com Lucimar, que interpretou “Começaria Tudo Outra Vez”. Em seguida, Wilca emocionou o público com “Não Dá Mais pra Segurar (Explode Coração)”, canção que mistura lirismo e força política.
Ao citar o reencontro entre pai e filho, Wilca convidou Elenilda para interpretar “Sangrando”, música que resgata as raízes nordestinas de Gonzaguinha e a expressividade do artista, que usa a música para falar do que sente. Ao fim de sua apresentação, ela dedicou uma homenagem à violonista Rebeca Câmara, lendo para o público o significado da canção. Na sequência, a bela voz de Eveline interpretou “Semente do Amanhã”, enquanto Sandra encantou com “Grito de Alerta”, composição feita para Maria Bethânia, oferecendo uma interpretação potente e sensível. A música, originalmente um dueto com Ubiratan (ausente por motivos familiares), foi dedicada por Sandra ao colega associado.
Encerrando as homenagens, Patrícia e Mariana contagiaram o público com “O Que É, O Que É?”, clássico póstumo de Gonzaguinha que encerrou a Galeria da Fama com alegria, energia e uma animada roda de samba entre os associados.
Antes de iniciar a segunda parte do espetáculo compartilhado, Wilca agradeceu aos artistas que atuam nas atividades culturais da AAFEC. A poetisa Osia Carvalho, abriu a nova etapa com “A Grande Lua”, de Pereirinha, seguido de uma apresentação instrumental improvisada. Hélio Assunção deu sequência com suas conhecidas “Máximas”, mesclando humor e reflexão.
A associada Juanita Mota emocionou ao interpretar “Ave Maria”. Em seguida, a professora de francês Angela se uniu a Patrícia e Terezinha para cantar “Aline”, sucesso do cantor francês Christophe.
Cassiano trouxe à cena uma poesia de Fernando Mendes, antecedendo a esperada apresentação da turma de percussão, que encerrou a manhã com alto astral. Antes disso, Wilca comentou brevemente sobre o Dia das Bruxas, celebrado no dia seguinte.
O encerramento contou com as músicas “Mal Acostumado”, do grupo Ara Ketu, e “Trem das Onze”, de Adoniran Barbosa , interpretadas pela turma de percussão, finalizando o evento com chave de ouro.
