AAFEC abre a temporada 2026 do Entre Cantos e Contos Fortaleza com homenagem a José Augusto
A sede da AAFEC recebeu, na última quinta-feira (29), a estreia da edição 2026 do Entre Cantos e Contos Fortaleza, evento cultural já consolidado na programação da associação. A atividade aconteceu de forma presencial, com transmissão simultânea pelo canal oficial da AAFEC no YouTube, reunindo associados em uma manhã marcada por arte, memória, convivência e expressão cultural.
Mantendo a proposta de valorizar talentos da própria associação, o encontro contou com apresentações idealizadas e desenvolvidas pelos associados, além de uma nova condução cultural. O homenageado da edição foi o cantor e compositor carioca José Augusto, cuja trajetória e obra serviram de fio condutor para as apresentações musicais e poéticas da manhã.
Após a saída de Wilca Hempel da gestão cultural, a continuidade do trabalho ficou sob responsabilidade de Eveline Arruda, diretora de Cultura, e Elisete Santana, diretora adjunta. Na abertura do evento, ambas destacaram a importância de espaços como o Entre Cantos e Contos para promover leveza, descontração e liberdade de expressão entre os associados, fortalecendo os vínculos da categoria por meio da cultura.
A programação teve início com uma apresentação biográfica sobre José Augusto, abordando sua história fora dos palcos, suas inspirações, sua relevância como compositor e algumas de suas obras mais conhecidas. Entre os blocos biográficos, os associados deram voz às canções do artista, costurando sua trajetória musical ao longo da manhã.
A primeira apresentação musical foi de Mariana, que interpretou “De Que Vale Ter Tudo Na Vida”, caracterizada como o cantor, em um gesto simbólico que aproximou ainda mais o público da obra homenageada. Em seguida, Wilca Hempel, ex-vice-presidente da AAFEC, emocionou o público com “Luzes da Ribalta”. Aloísio interpretou “Chuvas de Verão”, enquanto Elisete Santana deu voz à canção “Sábado”.
O clima de afeto e brasilidade se intensificou com a apresentação conjunta de Ubiratan e Sandra Valda em “Evidências”, composição de José Augusto eternizada nas vozes de Chitãozinho & Xororó. Eveline Arruda apresentou “A Minha História”, e Patrícia encerrou a primeira parte do evento com “Casinha Branca”, compartilhando com o público sua redescoberta do cantor a partir da homenagem.
Após o encerramento da Galeria, foi aberto para interpretações livres. Juanita apresentou “Fascinação”, de Elis Regina; Hélio Assunção trouxe suas Máximas; Elenilda cantou “Oceano”, de Djavan; e Airton Bandeira recitou o poema “Idealismo”, de Augusto dos Anjos.
A programação seguiu com Marta Vieira, que interpretou “Mudança”, de Flávio Leandro, e Lucimar, que animou o público com “Leva Meu Samba”, clássico do samba na voz de Ataulfo Alves. O encerramento ficou por conta do grupo de percussão da AAFEC, que trouxe ritmo e alegria ao final da manhã, reforçando o clima de celebração coletiva.
